A visita, conforme Sullivan, “não foi uma celebração, mas uma confirmação” do compromisso dos EUA com a Ucrânia e da “resiliência do povo ucraniano”.
“Notificamos os russos que o presidente Biden viajaria a Kiev . Fizemos isso algumas horas antes de sua partida para evitar conflitos”, disse o conselheiro de Segurança Nacional. “Devido à sensibilidade dessas comunicações, não entrarei em detalhes sobre como eles responderam ou qual era a natureza precisa de nossa mensagem.”
Sullivan afirmou que Biden decidiu que a viagem a um país em guerra — em que os EUA não controlam a infraestrutura e têm presença diplomática muito pequena — valia o risco para enviar uma mensagem. “Um ano depois, Kiev e a Ucrânia estão de pé. A democracia resiste”, disse Biden ao lado de Zelensky .
À imprensa, Biden disse que os Estados Unidos vão enviar mais US$ 500 milhões em ajuda à Ucrânia, além de equipamentos militares.
“Anunciarei nos próximos dias uma nova entrega de equipamentos essenciais, especialmente munição de artilharia, sistemas antitanque e radares de vigilância aérea.”
A decisão final de ir para a Ucrânia foi tomada por Biden durante uma reunião no Salão Oval na última sexta-feira (18), segundo autoridades da Casa Branca. O planejamento da viagem, no entanto, estava em andamento há meses, em segredo, e poucas pessoas sabiam da visita, mesmo dentro da própria Casa Branca e do Pentágono.
O presidente norte-americano deixou Kiev poucas horas depois do encontro e, nas redes sociais, Zelensky disse que a visita foi “um sinal extremamente importante de apoio a todos os ucranianos”.
“Acho que é fundamental que não haja dúvida sobre o apoio dos Estados Unidos à Ucrânia”, afirmou Biden
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.