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Política Nacional

Lula quer ampliar relações com a Romênia na agricultura e defesa

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Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Klaus Iohannis, da Romênia, discutiram, nesta terça-feira (18), a revitalização das relações bilaterais. Segundo Lula, há potencial para ampliar os fluxos de comércio e investimentos em áreas diversas como agricultura e produtos de defesa.

“O Brasil é o maior fornecedor não europeu de alimentos para Romênia, que por sua vez tem destacado desempenho na agricultura da Europa. São promissoras as possibilidade de intercâmbio entre a Embrapa e a Academia de Ciências Agrícolas e Florestais da Romênia”, disse o presidente brasileiro.

Na área de defesa, há possibilidades reais de cooperação científica e tecnológica e oportunidades de negócios entre a Embraer e empresas só setor aeroespacial romeno. “No momento em que o protecionismo ressurge e ganha força no mundo, podemos impulsionar alternativas que assegurem prosperidade compartilhada”, destacou o presidente Lula.

O presidente Lula citou ainda o grupo parlamentar de amizade entre Brasil e Romênia, criado este ano, no âmbito do Congresso Nacional, como mecanismo de articulação de agendas de interesse bilateral.

O presidente manifestou o interesse na conclusão do acordo Mercosul-União Europeia. “Que seja equilibrado e capaz de apoiar o projeto de reindustrialização e desenvolvimento do país”, disse.

Aprovado em 2019, após 20 anos de negociações, o acordo Mercosul-UE precisa ser ratificado pelos parlamentos de todos os países dos dois blocos para entrar em vigor. Uma tramitação que envolve 31 países.

O encontro entre Lula e Iohannis aconteceu no Palácio do Itamaraty, em Brasília, e foi seguido de almoço para a delegação romena.

Em 2022, a corrente de comércio entre o Brasil e a Romênia totalizou US$ 746,9 milhões, aumento de 18,1% em comparação a 2021, com superávit brasileiro de US$ 57,7 milhões.

Neste ano, as relações diplomáticas entre os dois países completa 95 anos.

Ucrânia

A Romênia é vizinho da Ucrânia, país do leste europeu que trava um conflito após a invasão do seu território pela Rússia.

Durante o encontro, Lula afirmou que o governo brasileiro “condena a violação da integridade territorial da Ucrânia”, ao mesmo tempo em que defende uma solução política negociada para o conflito. Para o presidente, é preciso criar um grupo de países neutros para mediar uma saída pacífica entre Rússia e Ucrânia.

“Falei da nossa preocupação com os efeitos da guerra que extrapolam o continente europeu. Reiterei minha preocupação com as consequências globais desse conflito em matéria de segurança alimentar e energética, especialmente sobre as regiões mais pobres do planeta”, disse o presidente do Brasil.

O conflito tem impactado o comércio global, com as sanções impostas à Rússia pelos Estados Unidos, Japão e países europeus. Além disso, Rússia e Ucrânia são grandes produtores agrícolas, e a guerra vem causando aumento nos preços dos alimentos em todo o mundo. Na questão energética, diversos países, inclusive da Europa, estão sendo fortemente impactados pela falta do fornecimento de gás natural da Rússia.

Fonte: EBC Política Nacional

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Política Nacional

Lula demite Silvio Almeida após denúncias de assédio sexual

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu na noite desta sexta-feira (6) demitir o ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida, depois das denúncias de assédio sexual. 

“O presidente considera insustentável a manutenção do ministro no cargo considerando a natureza das acusações de assédio sexual”, informou a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em nota.

A Polícia Federal abriu investigação sobre o caso. A Comissão de Ética Pública da Presidência da República também abriu procedimento preliminar para esclarecer os fatos.

“O governo federal reitera seu compromisso com os Direitos Humanos e reafirma que nenhuma forma de violência contra as mulheres será tolerada”, completou a nota. 

Silvio Almeida estava à frente do ministério desde o início de janeiro de 2023. Advogado e professor universitário, ele se projetou como um dos mais importantes intelectuais brasileiros da atualidade ao publicar artigos e livros sobre direito, filosofia, economia política e, principalmente, relações raciais.

Seu livro Racismo Estrutural (2019) foi um dos dez mais vendidos em 2020 e muitos o consideram uma obra imprescindível para se compreender a forma como o racismo está instituído na estrutura social, política e econômica brasileira. Um dos fundadores do Instituto Luiz Gama, Almeida também foi relator, em 2021, da comissão de juristas que a Câmara dos Deputados criou para propor o aperfeiçoamento da legislação de combate ao racismo institucional.

Acusações

As denúncias contra o ministro Silvio Almeida foram tornadas públicas pelo portal de notícias Metrópoles na tarde desta quinta-feira (5) e posteriormente confirmadas pela organização Me Too. Sem revelar nomes ou outros detalhes, a entidade afirma que atendeu a mulheres que asseguram ter sido assediadas sexualmente por Almeida.

“Como ocorre frequentemente em casos de violência sexual envolvendo agressores em posições de poder, essas vítimas enfrentam dificuldades em obter apoio institucional para validação de suas denúncias. Diante disso, autorizaram a confirmação do caso para a imprensa”, explicou a Me Too, em nota.

Segundo o site Metrópoles, entre as supostas vítimas de Almeida estaria a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, que ainda não se pronunciou publicamente sobre o assunto.

Horas após as denúncias virem a público, Almeida foi chamado a prestar esclarecimentos ao controlador-geral da União, Vinícius Carvalho, e ao advogado-geral da União, Jorge Messias. A Comissão de Ética da Presidência da República decidiu abrir procedimento para apurar as denúncias. A Secretaria de Comunicação Social (Secom) informou, em nota, que “o governo federal reconhece a gravidade das denúncias” e que o caso está sendo tratado com o rigor e a celeridade que situações que envolvem possíveis violências contra as mulheres exigem”. A Polícia Federal (PF) informou hoje que vai investigar as denúncias.

Em nota divulgada pela manhã, o Ministério das Mulheres classificou como “graves” as denúncias contra o ministro e manifestou solidariedade a todas as mulheres “que diariamente quebram silêncios e denunciam situações de assédio e violência”. A pasta ainda reafirmou que nenhuma violência contra a mulher deve ser tolerada e destacou que toda denúncia desta natureza precisa ser investigada, “dando devido crédito à palavra das vítimas”.

Pouco depois, a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, publicou em sua conta pessoal no Instagram uma foto sua de mãos dadas com Anielle Franco. “Minha solidariedade e apoio a você, minha amiga e colega de Esplanada, neste momento difícil”, escreveu Cida na publicação.

Fonte: EBC Política Nacional

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