Um ataque aéreo russo na madrugada deste domingo (23) no porto sul da Ucrânia, em Odesa, resultou na morte de uma pessoa e deixou outras 20 com ferimentos graves. O bombardeio causou danos a principal catedral ortodoxa da cidade, de acordo com informações das autoridades. A catedral abrigava imagem da padroeira local.
Putin nega que suas Forças Armadas direcionaram ataques a Catedral ** Leia
🇷🇺🇺🇦: Hoje de madrugada na Ucrânia, os russos acertaram a Catedral Ortodoxa da Transfiguração em Odessa, com um míssil de cruzeiro. pic.twitter.com/rMB85XrI5Y
O ataque com mísseis causou a morte de uma pessoa e ferimentos em 19, incluindo quatro crianças. Além disso, seis casas e prédios de apartamentos foram completamente destruídos. Quatorze pessoas ficaram hospitalizadas, informou Kiper.
O governador da região de Odesa, Oleh Kiper, lamentou no aplicativo de mensagens, Telegram: “Odesa: mais um ataque monstruoso dos russos”.
O arquidiácono da catedral, Andriy Palchuk, relatou à Reuters que o ataque com míssil iniciou um incêndio que atingiu apenas um canto da catedral, onde artefatos religiosos não históricos destinados a venda para os fiéis estavam expostos.
— Rogério D. Anitablian🇧🇷 🇦🇲 ✝️#RecognizeArtsakh (@anitablian) July 23, 2023
O Ministério da Defesa da Ucrânia afirmou que a catedral foi “destruída duas vezes” – primeiro pelo líder soviético Joseph Stalin, na década de 1930 e depois por ordem do presidente russo, Vladimir Putin.
** A catedral, construída no século XIX, foi demolida durante as campanhas antirreligiosas de Stalin e posteriormente reconstruída após a independência da Ucrânia em relação a Moscou, em 1991.
O Ministério da Defesa da Rússia confirmou ataques a alvos na região, porém negou qualquer envolvimento no ataque à catedral, afirmando que o prédio provavelmente foi atingido por um míssil antiaéreo ucraniano.
O aplicativo “Telegram” foi feito por russos, mas atualmente tem sede em Dubai, nos Emirados Árabes* *
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.