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MATO GROSSO

Primeira-dama de MT vai a Alto Araguaia para entrega de unidades do Ser Família Habitação Faixa 0

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O Governo de Mato Grosso entrega, nesta segunda-feira (01.07), às 10h, 50 casas do Programa SER Família Habitação em Alto Araguaia. A primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, idealizadora do programa, estará presente na solenidade de entrega, acompanhada do secretário de Estado de Infraestrutura (Sinfra), Marcelo de Oliveira, e da secretária de Assistência Social e Cidadania (Setasc), Grasi Paes Bugalho.

De acordo com a Sinfra, o investimento inicial do Governo de Mato Grosso no programa para a construção de 2.827 casas em 13 municípios é de R$ 292 milhões. Ao todo, 79 municípios aderiram ao programa, sendo que o município de Novo São Joaquim foi o primeiro a concluir as obras. Em Alto Araguaia, o recurso aplicado foi na ordem de R$ 5,9 milhões, onde 50 famílias, conforme os requisitos do programa destinado às famílias em situação de vulnerabilidade, foram selecionadas.

“Conto com a presença de toda a população para comemorar com as famílias que receberão suas casas. Esse é um sonho, um propósito que eu tinha e que tive o apoio do governador Mauro Mendes, do secretário Marcelo e da secretária Grasi, para tirar do papel. Agradeço de coração ao prefeito Gustavo Melo e à primeira-dama Priscila Dourado por abraçarem esse programa, que significa o respeito às pessoas que precisam de um lar para chamar de seu”, disse Virginia Mendes.

Serviço:

Data: segunda-feira (01.07), às 10h
Local: Loteamento Vista do Araguaia (Alto Araguaia – MT)

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Penas impostas a réus de 5 vítimas retratadas em mostra somam 107 anos

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A edição 2024 dos “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher” chegou à Sede das Promotorias de Justiça da Capital promovendo a conscientização sobre os diferentes tipos de agressão contra meninas e mulheres por meio da 1ª Mostra Fotográfica das Vítimas de Feminicídio em Cuiabá. Com apoio do Ministério Público, a exposição itinerante da Prefeitura Municipal de Cuiabá é realizada pela Secretaria Municipal da Mulher e ficará em cartaz no local até 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Dos 11 réus autores dos feminicídios cometidos contra as vítimas retratadas na exposição fotográfica, cinco já foram submetidos a julgamento. Somadas, as penas aplicadas totalizam 107 anos de prisão. Entre os seis réus que ainda não foram julgados, somente Gilson Castelan de Souza, autor do feminicídio cometido contra Silbene Duroure da Guia, está foragido.

A mãe de uma das vítimas, Antônia Maria da Guia, que é avó de quatro netos e bisavó de uma menina de 9 anos, participou da solenidade de abertura da exposição fotográfica realizada nesta quinta-feira, 21 de novembro. Emocionada, a auxiliar judiciária clamou por justiça e lembrou do relacionamento conturbado da filha. “Foram cinco anos de relacionamento entre idas e vindas. Ela esperava que ele mudasse, mas isso não aconteceu. Então eu peço para as mulheres que, em qualquer sinal de violência, denunciem, busquem ajuda, não fiquem caladas. Precisamos parar com essa tragédia. Nenhuma mulher merece morrer”, disse.

De acordo com a procuradora de Justiça Elisamara Sigles Vodonós Portela, o estado de Mato Grosso registrou, em 2024, a morte de 40 mulheres, e cerca de 70 crianças entraram na estatística de órfãos do feminicídio. “Esta exposição é para apresentar quem são essas vítimas, quem são essas mulheres, mães, avós, filhas e o resultado do que aconteceu com esses assassinos. O Ministério Público tem se empenhado para a completa aplicação da Lei Maria da Penha. Hoje, com a alteração significativa no Código Penal, a punição mais severa na legislação brasileira é para o crime de feminicídio, e nós esperamos que isso possa causar impacto na redução desses números”.

A primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro, reforçou a importância da visibilidade ao tema, destacando que a prevenção começa com debate, informação e ações que promovam segurança, justiça e igualdade. “Infelizmente, as marcas do feminicídio continuam a assombrar nossa sociedade. Vidas preciosas foram interrompidas pela brutalidade e pela misoginia. Quanto mais falamos, mais aprendemos, menos tememos e mais avançamos no fortalecimento da rede de enfrentamento à violência”, disse.

Para a secretária-adjunta da Mulher de Cuiabá, Elis Prates, ações de conscientização são essenciais: “É um momento de fortalecimento na luta pelo fim da violência contra a mulher, porque só assim conseguimos mudar essa realidade por uma sociedade mais justa, mais igualitária, para que todas possam fazer uso dos seus direitos como cidadãs brasileiras”, pontuou.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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