Exército reage a bloqueio dos caminhoneiros em MT

Exército reage a bloqueio dos caminhoneiros em MT

Por D.D.ANDRE 30/05/2018 - 09:34 hs

Militares do Exército que realizam o comboio de caminhões abastecidos pelas estradas de Mato Grosso usaram bomba de efeito moral e balas de borracha para dispersar os protestos dos caminhoneiros na BR-364 em Jaciara (144 Km ao Sul de Cuiabá), na tarde desta terça-feira (29).

Em Mato Grosso, a greve dos caminhoneiros completa 9 dias e atinge 30 pontos de estradas estaduais e federais, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), mesmo após a União e Estado proporem medidas que atendem a reivindicações da categoria de redução do preço do combustível.

Imagens gravadas pelos próprios caminhoneiros mostram o momento em que eles tentam impedir a passagem do veiculo do Exército que fazia a guarda de caminhões, sendo um carregado com combustível, para a Capital.

Nas imagens, aparecem dois caminhoneiros de joelhos, que se levantam assim que o veiculo para. Em seguida, um militar aparece para tentar a liberação da passagem e começa uma discussão com os outros caminhoneiros que acompanham a situação.

Em dado momento, o militar joga uma bomba de efeito moral e os caminhoneiros dispersam. Também é possível ouvir disparos de bala de borracha e muitos xingamentos. Após isso, o comboio conseguiu seguir viagem em direção à Capital.

Protesto anterior – Antes de chegar no trecho de Jaciara, o mesmo comboio enfrentou protesto dos caminhoneiros em Rondonópolis (212 km ao Sul de Cuiabá). Na ocaisão, alguns caminhoneiros sentaram no asfalto para impedir a passagem do comboio. No entanto, algumas carretas conseguiram seguir viagem.

Fim da greve – A greve já está em seu 9º dia e segue sem previsão de término. Em uma tentativa para dar fim à mobilização, o presidente Michel Temer (MDB) propôs a redução de R$ 0,46 no litro do diesel, que seria aplicada durante 60 dias, por meio da extinção das alíquotas do PIS-Cofins e da Cide sobre o diesel.

Além disso, propôs que os ajustes no preço do combustível sejam feitos a cada 30 dias, bem como a isenção de pagamento de pedágio para eixos suspensos de caminhões vazios.

Já o Governo do Estado determinou o congelamento do Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF) dos combustíveis, que serve como base de cálculo do ICMS. Com isso, não haverá o reajuste de 17 centavos no preço do diesel, previsto para 1º de junho - e o combustível deve continuar a R$ 3,67 o litro, valor praticado antes da greve dos caminhoneiros.